O PROJETO

O "Mapa Segurança Pública e Ações Policiais" integra os trabalhos desenvolvidos pelas Polícias junto à comunidade através dos diversos canais e organismos de participação democrática, individual ou coletiva, em especial por meio do Conselho Comunitário de Segurança (CONSEG) Itaim Bibi (Decreto Estadual nº 60.873/2014), do Programa Vizinhança Solidária (Lei Estadual nº 16.771/2018), da Associação AME JARDINS, da Associação dos Moradores da Vila Nova Conceição – AMVNC, da Associação Colméia (Vila Olímpia) e demais instituições de organização da sociedade civil.

 

As interações e os trabalhos desenvolvidos entre as polícias e a comunidade estão fundamentados em um modelo de gestão da Segurança e Ordem Pública baseado no conceito de Polícia Comunitária Orientada à Solução de Problemas, expressamente adotado pela Polícia Militar do Estado de São Paulo, que tem por objetivo desenvolver uma polícia que equilibre o foco na eficácia, eficiência e nos resultados de suas ações com os mais diversos interesses públicos e prioridades construídas a partir da participação democrática da sociedade na gestão dos problemas de segurança de cada região.

 

Este modelo parece ser o mais adequado aos princípios e diretrizes previstos no Sistema Único de Segurança Pública (Lei Federal nº 13.675/2018) e na Constituição Federal e de observância obrigatória ao Estado. Os dados e informações constantes deste mapa tem como fonte primária as informações apresentadas pelas próprias vítimas nos Boletins de Ocorrências Policiais registrados no Sistema Digital de Registros de Ocorrências (R.D.O) acessados pelos policiais e guardas municipais a partir do INFOCRIM 3.0 os quais são processados e analisados pelos policiais militares da 2ª Cia do 23º BPM/M por meio do trabalho de monitoramento criminal e inteligência policial. 

 

Todo o conteúdo disponibilizado por meio do presente projeto atende ao disposto na Lei Federal nº 12.527/11 (Lei de Acesso a Informação), em especial no que diz respeito à publicidade da informação da Administração Pública que não seja classificada como sigilosa ou que contenha informações pessoais.

COMO UM SIMPLES MAPA PODE AJUDAR A MELHORAR AINDA MAIS A SEGURANÇA NO NOSSO BAIRRO?

É provável que você esteja se perguntado como uma simples disponibilização de mapas com informações sobre registros criminais e ações policiais na nossa área poderia contribuir com a melhoria na segurança e ordem pública do nosso bairro.

Ora, a resposta a essa indagação é simples e está relacionada à melhoria da parceria e aumento da confiança entre as polícias e a comunidade.

O Estado de São Paulo é um dos pioneiros na implementação do policiamento comunitário no Brasil sendo os Conselhos de Segurança Comunitária, desde 1985, um dos principais instrumentos de participação da sociedade nas questões relativas à segurança e à ordem pública local (CONSEG - Decreto Estadual nº 60.873/2014). Além dos CONSEGs, recentemente as naturais e cotidianas interações realizadas entre os policiais militares e a comunidade local foi elevada à política de segurança pública oficial do Estado de São Paulo por meio do Programa Vizinhança Solidária (Lei Estadual nº 16.771/2018).

Especificamente na nossa região, ganha destaque ainda o histórico e importante trabalho realizado pelas entidades e organizações da sociedade civil que aqui atuam de modo a melhorar a qualidade de vida nos nossos bairros, a exemplo da Associação AME JARDINS (que desde 2007 representa os interesses dos moradores dos Jardins América, Europa, Paulista e Paulistano), da Associação dos Moradores da Vila Nova Conceição – AMVNC (que representa os moradores da Vila Nova Conceição desde 1999), e da Associação Colméia (desde 2002 trabalha em prol de todos que habitam e transitam pela região da Vila Olímpia).

A parceria com estas e outras entidades representativas, em conjunto com o CONSEG ITAIM BIBI e com os diversos grupos de Vizinhança Solidária, há anos vem possibilitando que a comunidade, as polícias e os demais órgãos públicos analisem, discutam e atuem de modo conjunto, integrado e colaborativo para enfrentamento dos principais problemas de segurança e ordem pública.

Nesse trabalho em conjunto, nesta parceria, quanto maior a troca de informações, quanto mais ágeis e simples os canais de comunicação entre polícias e comunidade, maior a possibilidade de identificação dos problemas, de suas causas e suas condicionantes e, enfim, das melhores ações e políticas para enfrentá-los.

Neste sentido, qualquer cidadão, ao olhar e analisar os dados e informações disponibilizadas nos mapas a seguir, poderá identificar onde, quando e como os crimes ocorreram, o modo pelo qual os criminosos atuaram, a situação em que a vítima ou o alvo da ação criminosa se encontrava além de melhor compreender a maneira pela qual as polícias e o poder público têm atuado para melhorar ainda mais sua segurança, seja evitando novas infrações, seja identificando e prendendo os criminosos. Com base nestas informações qualquer cidadão ou entidade representativa poderá, por exemplo:

1. Identificar crimes e condutas que não estão sendo registradas e que, portanto, não chegam ao conhecimento das instituições policiais. Essa subnotificação dificulta a melhoria da segurança do bairro tendo em vista que sem saber o que e onde algum crime está ocorrendo as polícias não tem como agir preventiva ou repressivamente;

2. Compartilhar com os policiais, por meio dos diversos canais colocados à sua disposição (CONSEG ITAIM, Programa Vizinhança Solidária, Associações, serviço de emergência 190, contato direto com a 2a. Cia do 23 BPM/M), problemas ou questões que podem estar contribuindo ou facilitando a ação dos criminosos em determinada região e em determinado período do dia (como por exemplo problemas na iluminação, fluxo de veículos inadequado, concentração irregular de pessoas ou atividades, etc);

3. Adotar posturas simples de prevenção a partir do momento em que conhece as situações mais corriqueiras nas quais as vítimas ou os locais (casa, carro, estabelecimento comercial, etc) tem sido alvo dos criminosos. Por exemplo, ao saber que mais de 70% das vítimas de furtos de celulares são mulheres e que a grande maioria dos casos ocorre no interior de trens, estações e ônibus quando o aparelho é colocado nos bolsos traseiros, mochilas especialmente na hora do desembarque, as pessoas podem ter uma atenção maior nesse momento, o que dificulta a ação dos criminosos. Ou ainda, mudar, quando possível, a postura de utilizar o celular quando estiver andando na rua ao saber que nos poucos casos em que os infratores tomam a força o celular (a pé, correndo ou de bicicleta) e as pessoas estavam focadas e utilizando o celular (solicitando serviços em aplicativos, etc) e sem perceber o que se passava ao seu redor. Uma simples mudança de postura neste sentido, além de evitar acidentes pessoais e até atropelamentos, pode reduzir significativamente crimes desta natureza;

4. Sugerir às polícias e a outros órgãos públicos ações ou uma forma de atuação mais eficaz ou precisa, sugerindo, por exemplo, mudanças na sinalização de trânsito, na localização de bolsões de estacionamento ou no direcionamento de equipamentos públicos como câmeras, etc.

Enfim, estes são apenas alguns exemplos de como o "Mapa da Segurança e Ordem Pública e das Ações Policiais", ferramenta que está sendo disponibilizada agora a toda a comunidade no nosso bairro, pode contribuir com a melhoria da segurança de todos nós.

 

Aproveite, acesse, conheça e ajude-nos, como preferir, a trabalhar cada vez melhor para a sua segurança e de toda a sua família.